Grupo Harém de Teatro comemora 30 anos com estreia mundial


02 de Julho de 2015 às 09:05 ••• atualizado em 02 de Julho de 2015 às 09:07
O Grupo Harém de Teatro celebra 30 anos com a estreia mundial nesta quinta, 2, às 20h, no Theatro 4 de Setembro, do espetáculo “Um bico para velhos Palhaços”, de Matéi Visniec, que promete emocionar o público com ironia política e refinada, que provoca risos e, ao mesmo tempo, faz chorar, pois o autor retrata em seus textos a condição humana.
Segundo o ator Francisco Pellé, a escolha desse espetáculo significa novas possibilidades e horizontes para o grupo. “O texto tem conteúdo que o Harém vem trabalhando ao longo do tempo, retrata a realidade social e trata da condição em que o mercado de trabalho lida com as pessoas mais idosas”, diz, enfatizando que a peça trata a respeito da função da arte e está entro da linha que o Harém sempre explora, a tragicomédia.
Com direção de Arimatan Martins, o Harém traz para o palco um autor contemporâneo, pouco montado no Brasil. “Ele começou a ser montado no país em 2012. Já havia uma paixão pelo texto de Visniec, que foi acentuada durante o Festluso, quando o grupo português Extremo apresentou o mesmo texto em Teresina com o título 'Velhos Palhaços Precisa-se'.
Após a estreia mundial, o Harém volta ao palco do Theatro 4 de Setembro no dia 7, às 19h, dentro do Projeto Terça Teatro. Em agosto, realiza o Festival de Teatro Lusófono e depois segue para festivais internacionais em Cabo Verde no mês de setembro, Luando (Angola) em outubro e no mês de novembro, o grupo vai a Moçambique. “Em dezembro estaremos com o novo espetáculo Acredite Nela”, diz Pellé.
“Depois de Teresina, queremos excursionar pelo interior do estado, principalmente nas principais cidades, marcar presença nos festivais nacionais e consolidar com este espetáculo nossa carreira internacional, com apresentações em espaços lusófonos”, explica o ator.
Conhecido por fazer clássicos e levar aos palcos grandes autores piauienses, Pellé cita o exemplo de Raimunda Pinto, Sim Senhor!, de Chico Pereira, montagem que é orgulho para companhia. O Harém não tem o menor interesse em desvincular-se de Raimunda Pinto. “Foi a peça que nos deu visibilidade nacional e internacional. Possibilitou um amadurecimento profissional tanto do Harém como do teatro piauiense. “Temos o maior prazer em ter essa peça em nosso repertório. Ele ultrapassou décadas, foi visto por mais de 50 mil pessoas. Também é importante ressaltar que no portfólio do grupo há outras produções importantes, como O Auto do Lampião no Além, A Casa de Bernarda Alba, O Assassinato do Anão, Princês do Piauí, Os Dois Amores de Lampião antes de Maria Bonita e só agora revelados. Foram grandes espetáculos, premiados e com eles viajamos grande parte do Brasil”, ressalta.
O grupo tem o núcleo fundador formado por Arimatan Martins, Assai Campelo, Francisco Pellé, Airton Martins. “Depois viera Francisco Castro, Fernando Freitas, Maneco Nascimento, dentre outros artistas”, afirma Pellé, declarando que o Harém é protagonista das artes cênicas no estado, pois tem influenciado a formação de novas companhias. “Nos últimos anos temos trabalhado, além das montagens, a realização de festivais. Mas nossa intenção é também formar atores”, declara o ator e uma das metas para 2016 é o projeto de formação técnica de atores, com a Escola Livre de Teatro.
Ficha
Direção: Arimatan Martins
Elenco: Fernando Freitas, Francisco de Castro e Francisco Pellé
Produção executiva: Soraya Guimarães
Iluminação: Assai Campelo
Cenografia e adereços: Manu Andrade
Figurinos, Bid Lima
Pesquisa e música incidental: Zé Dantas
Composições Daniel Hulk
Consultoria de corpo e movimento: Lenora Lobo.